Deputada Áurea Ribeiro critica gestão de Lagarto e cobra responsabilidade fiscal na realização do Festival da Mandioca

Durante a Sessão Plenária da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), nesta terça-feira (16), a deputada estadual Áurea Ribeiro (PP) utilizou a Tribuna para agradecer a participação popular no 6º Arraial do Rancho, realizado no município de Lagarto, e comentar a decisão cautelar do Tribunal de Contas do Estado (TCE) relacionada à realização do Festival da Mandioca de 2026. Inicialmente, a parlamentar agradeceu aos milhares de participantes que prestigiaram o evento junino promovido no último domingo (14). Segundo ela, a festa foi marcada pela grande participação popular e pelo fortalecimento das tradições culturais da região.

Em seguida, Áurea Ribeiro abordou a decisão do Tribunal de Contas que apontou possíveis irregularidades na situação fiscal do município de Lagarto. De acordo com a deputada, o TCE identificou indícios de elevado impacto financeiro, existência de restos a pagar, despesas com pessoal acima do limite prudencial previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal e ausência de comprovação da capacidade financeira para a realização de contratos relacionados ao Festival da Mandioca.

A parlamentar destacou que, conforme informações apresentadas pelo órgão de controle, o município teria firmado contratos superiores a R$ 8 milhões para atrações artísticas, ao mesmo tempo em que acumularia mais de R$ 17 milhões em dívidas. Segundo Áurea Ribeiro, a população lagartense demonstrou preocupação com a situação e cobrou esclarecimentos da administração municipal. A deputada também criticou o fato de, após a decisão do Tribunal de Contas, o gestor municipal ter divulgado nas redes sociais a confirmação de atrações para os festejos, sem apresentar soluções para os problemas financeiros apontados.

Outro tema mencionado pela parlamentar foi a situação dos trabalhadores do Mercado Municipal de Lagarto. Conforme relatou, servidores responsáveis pela limpeza e manutenção do espaço estariam enfrentando atrasos salariais, o que resultou na paralisação de atividades e no acúmulo de lixo no local. “Diante desse cenário, o Tribunal de Contas do nosso Estado entendeu que a prefeitura não poderia manter os contratos milionários com as maiores atrações das festas. A que ponto chegamos em nossa querida Lagarto. A população ficou revoltada com o prefeito, cobrou respostas e ações imediatas. Mas o que mais chamou a atenção foi que, apenas um dia depois da decisão do Tribunal de Contas do nosso Estado, o gestor municipal, em vez de apresentar soluções para os problemas financeiros apontados, gravou um vídeo para as redes sociais comemorando a confirmação de uma das atrações do Casamento Caipira. Estamos falando de um cachê elevado, mas essa é a prática normal de quem só sabe fazer a política do pão e circo. Enquanto isso, trabalhadores do Mercado Municipal seguiam e seguem sem receber dois meses de salários atrasados. Sem respostas e sem previsão de pagamento, esses homens e mulheres não tiveram alternativa senão paralisar as atividades”, declarou.

Áurea Ribeiro lamentou os impactos da situação sobre um dos eventos mais tradicionais do município, ressaltando a importância do Festival da Mandioca para o turismo, o comércio e a economia local. Segundo ela, a incerteza gerada em torno da realização da festa tem preocupado moradores, comerciantes e visitantes.

Fonte: Alese
Aracaju, 16 de junho de 2026

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