O Morgan Stanley vê espaço para o Ibovespa chegar perto dos 250 mil pontos no curto prazo, uma alta de cerca de 30% em relação ao nível anterior ao primeiro turno das eleições presidenciais. Nesta segunda-feira (5), o índice chegou a superar os 209 mil pontos na máxima do dia.
O banco mantém essa projeção caso as probabilidades de uma mudança de política econômica permaneçam intactas. Embora reconheça “riscos reais e importantes” para o mercado brasileiro, o Morgan acredita que, como em qualquer história de recuperação, os retornos podem ser expressivos e a economia brasileira tem potencial para passar por um processo de realocação de recursos que pode durar vários anos.
Diante da disputa no segundo turno, o banco separou as ações que podem se beneficiar de cada cenário para a política econômica.
Entre as ações ligadas a uma mudança de política econômica, o Morgan cita empresas financeiras sensíveis aos juros – Nubank (NU), XP (XP), BTG Pactual (BPAC11) e B3 (B3SA3) –, companhias do setor de consumo – Mercado Livre (MELI), Cyrela (CYRE3) e Vivara (VIVA3) –, estatais – Petrobras (PETR3;PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) –, além de empresas ligadas a investimentos – Axia Energia (AXIA3), Rumo (RAIL3) e Motiva (MOTV3).
Por outro lado, entre as ações ligadas à continuidade da política econômica atual, a preferência vai para empresas que geram receitas em moeda forte – Vale (VALE3), Embraer (EMBJ3), Gerdau (GGBR4), JBS (JBS3) e Suzano (SUZB3) –, instituições financeiras que se beneficiam de juros elevados – Itaú (ITUB4) e Porto Seguro (PSSA3) – e empresas defensivas de telecomunicações – Tim (TIMS3) e Telefônica Brasil (VIVT3).
O banco pontua que o primeiro turno fez o mercado brasileiro se aproximar do “cenário otimista”, no qual o dólar poderia convergir para R$ 4,50, as taxas dos juros futuros de janeiro de 2029 poderiam cair para 11% e as taxas do Tesouro Prefixado com Juros Semestrais com vencimento em 2037 poderiam chegar a 12%.
Fonte: Estadão
Aracaju, 06 de outubro de 2026


