{"id":2337,"date":"2025-01-23T18:42:44","date_gmt":"2025-01-23T21:42:44","guid":{"rendered":"https:\/\/resumosergipe.com.br\/?p=2337"},"modified":"2025-01-23T18:42:44","modified_gmt":"2025-01-23T21:42:44","slug":"dolar-volta-a-fechar-em-queda-com-aceno-de-trump-a-china-e-discurso-em-davos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/resumosergipe.com.br\/?p=2337","title":{"rendered":"D\u00f3lar volta a fechar em queda, com aceno de Trump \u00e0 China e discurso em Davos"},"content":{"rendered":"\n<p>A cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar hoje fechou esta quinta-feira (23) com queda de 0,35% ante o real, cotado a R$ 5,9255. J\u00e1 s\u00e3o quatro preg\u00f5es consecutivos de desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda americana, que caiu ao menor patamar de fechamento desde o dia 27 de novembro de 2024, quando terminou o dia sendo negociada a R$ 5,9135.<\/p>\n\n\n\n<p>A tend\u00eancia do dia era de que o c\u00e2mbio oscilasse sem dire\u00e7\u00e3o \u00fanica. Pela manh\u00e3, a moeda americana ainda tinha desempenho limitado frente a outras divisas, enquanto investidores aguardavam pelo discurso virtual do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no F\u00f3rum Econ\u00f4mico de Davos, na Su\u00ed\u00e7a. Mas declara\u00e7\u00f5es do republicano indicando que espera uma boa rela\u00e7\u00e3o com a China e o presidente chin\u00eas, Xi Jinping, ajudaram a acentuar o movimento global de al\u00edvio no d\u00f3lar que j\u00e1 vinha sendo registrado em outros preg\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Na m\u00ednima da sess\u00e3o, a cota\u00e7\u00e3o chegou a tocar os R$ 5,87. Na quarta-feira (22), o d\u00f3lar caiu 1,4% ante o real, a R$ 5,94 \u2013 o primeiro fechamento abaixo de R$ 6 de 2025 e o menor desde o dia 27 de novembro. A corre\u00e7\u00e3o refletiu principalmente a leitura de que as tarifas de Trump podem ser mais brandas do que as prometidas em campanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Elson Gusm\u00e3o, diretor de c\u00e2mbio da Ourominas, o cen\u00e1rio atual ainda n\u00e3o pode ser considerado uma nova normalidade. Tanto no Brasil quanto nos EUA, muitos fatores podem impactar o mercado e o c\u00e2mbio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA aus\u00eancia de not\u00edcias relevantes sobre o cen\u00e1rio fiscal no Brasil tem sido favor\u00e1vel ao mercado. Al\u00e9m disso, o adiamento da divulga\u00e7\u00e3o de tarifas sobre produtos importados nos EUA trouxe al\u00edvio, permitindo uma desmontagem de posi\u00e7\u00f5es no mercado de c\u00e2mbio, gerando fluxo positivo\u201d, diz. \u201cMas a posterga\u00e7\u00e3o de medidas protecionistas nos EUA pode apenas ter adiado a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No curto prazo, com o Congresso ainda em recesso parlamentar, as aten\u00e7\u00f5es ficam mais voltadas ao mercado internacional. Mas o impasse em rela\u00e7\u00e3o ao fiscal no Pa\u00eds ainda deve continuar a pressionar o c\u00e2mbio ao longo de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Joseph Belardo, s\u00f3cio da Duo Digital, destaca que, para al\u00e9m das primeiras horas de governo Trump, a queda recente do d\u00f3lar em rela\u00e7\u00e3o ao real se deve ao fluxo de entrada de investidores estrangeiros no Brasil, que est\u00e1 positivo nas primeiras semanas de janeiro. \u201cImportante movimento em destaque foi a venda da Cosan (CSAN3) na Vale (VALE3), montante de R$ 9,1 bilh\u00f5es de reais\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem sinaliza\u00e7\u00f5es mais firmes do governo em rela\u00e7\u00e3o ao fiscal, a tend\u00eancia do d\u00f3lar continua sendo de alta, segundo ele. \u201cA queda do d\u00f3lar n\u00e3o teve rela\u00e7\u00e3o direta a confian\u00e7a do investidor e melhora fiscal no Brasil. N\u00e3o existe motivo atrativo para qualquer investidor estrangeiro buscar o real\u201d, ressalta Belardo.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa tamb\u00e9m \u00e9 a opini\u00e3o de Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos. O especialista v\u00ea o real se beneficiar de ajustes t\u00e9cnicos, mas com dificuldade para se sustentar abaixo de R$ 6. \u201cA trajet\u00f3ria futura do d\u00f3lar depender\u00e1 da continuidade das reformas fiscais no Brasil e das condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas globais. Apesar do al\u00edvio recente, a volatilidade no c\u00e2mbio pode persistir, refletindo a complexidade e a incerteza dos fatores econ\u00f4micos e pol\u00edticos envolvidos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Estad\u00e3o<br>Aracaju, 23 de janeiro de 2025<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar hoje fechou esta quinta-feira (23) com queda de 0,35% ante o real, cotado a R$ 5,9255. J\u00e1 s\u00e3o quatro preg\u00f5es consecutivos de desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda americana, que caiu ao menor patamar de fechamento desde o dia 27 de novembro de 2024, quando terminou o dia sendo negociada a R$ 5,9135. A tend\u00eancia do dia era de que o c\u00e2mbio oscilasse sem dire\u00e7\u00e3o \u00fanica. Pela manh\u00e3, a moeda americana ainda tinha desempenho limitado frente a outras divisas, enquanto investidores aguardavam pelo discurso virtual do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no F\u00f3rum Econ\u00f4mico de Davos, na Su\u00ed\u00e7a. Mas declara\u00e7\u00f5es do republicano indicando que espera uma boa rela\u00e7\u00e3o com a China e o presidente chin\u00eas, Xi Jinping, ajudaram a acentuar o movimento global de al\u00edvio no d\u00f3lar que j\u00e1 vinha sendo registrado em outros preg\u00f5es. Na m\u00ednima da sess\u00e3o, a cota\u00e7\u00e3o chegou a tocar os R$ 5,87. Na quarta-feira (22), o d\u00f3lar caiu 1,4% ante o real, a R$ 5,94 \u2013 o primeiro fechamento abaixo de R$ 6 de 2025 e o menor desde o dia 27 de novembro. A corre\u00e7\u00e3o refletiu principalmente a leitura de que as tarifas de Trump podem ser mais brandas do que as prometidas em campanha. Para Elson Gusm\u00e3o, diretor de c\u00e2mbio da Ourominas, o cen\u00e1rio atual ainda n\u00e3o pode ser considerado uma nova normalidade. Tanto no Brasil quanto nos EUA, muitos fatores podem impactar o mercado e o c\u00e2mbio. \u201cA aus\u00eancia de not\u00edcias relevantes sobre o cen\u00e1rio fiscal no Brasil tem sido favor\u00e1vel ao mercado. Al\u00e9m disso, o adiamento da divulga\u00e7\u00e3o de tarifas sobre produtos importados nos EUA trouxe al\u00edvio, permitindo uma desmontagem de posi\u00e7\u00f5es no mercado de c\u00e2mbio, gerando fluxo positivo\u201d, diz. \u201cMas a posterga\u00e7\u00e3o de medidas protecionistas nos EUA pode apenas ter adiado a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real.\u201d No curto prazo, com o Congresso ainda em recesso parlamentar, as aten\u00e7\u00f5es ficam mais voltadas ao mercado internacional. Mas o impasse em rela\u00e7\u00e3o ao fiscal no Pa\u00eds ainda deve continuar a pressionar o c\u00e2mbio ao longo de 2025. Joseph Belardo, s\u00f3cio da Duo Digital, destaca que, para al\u00e9m das primeiras horas de governo Trump, a queda recente do d\u00f3lar em rela\u00e7\u00e3o ao real se deve ao fluxo de entrada de investidores estrangeiros no Brasil, que est\u00e1 positivo nas primeiras semanas de janeiro. \u201cImportante movimento em destaque foi a venda da Cosan (CSAN3) na Vale (VALE3), montante de R$ 9,1 bilh\u00f5es de reais\u201d, diz. Sem sinaliza\u00e7\u00f5es mais firmes do governo em rela\u00e7\u00e3o ao fiscal, a tend\u00eancia do d\u00f3lar continua sendo de alta, segundo ele. \u201cA queda do d\u00f3lar n\u00e3o teve rela\u00e7\u00e3o direta a confian\u00e7a do investidor e melhora fiscal no Brasil. N\u00e3o existe motivo atrativo para qualquer investidor estrangeiro buscar o real\u201d, ressalta Belardo. Essa tamb\u00e9m \u00e9 a opini\u00e3o de Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos. O especialista v\u00ea o real se beneficiar de ajustes t\u00e9cnicos, mas com dificuldade para se sustentar abaixo de R$ 6. \u201cA trajet\u00f3ria futura do d\u00f3lar depender\u00e1 da continuidade das reformas fiscais no Brasil e das condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas globais. Apesar do al\u00edvio recente, a volatilidade no c\u00e2mbio pode persistir, refletindo a complexidade e a incerteza dos fatores econ\u00f4micos e pol\u00edticos envolvidos.\u201d Fonte: Estad\u00e3oAracaju, 23 de janeiro de 2025<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1214,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-2337","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/resumosergipe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2337","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/resumosergipe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/resumosergipe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/resumosergipe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/resumosergipe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2337"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/resumosergipe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2337\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2338,"href":"https:\/\/resumosergipe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2337\/revisions\/2338"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/resumosergipe.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1214"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/resumosergipe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2337"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/resumosergipe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2337"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/resumosergipe.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2337"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}