{"id":3020,"date":"2026-04-21T11:07:08","date_gmt":"2026-04-21T14:07:08","guid":{"rendered":"https:\/\/resumosergipe.com.br\/?p=3020"},"modified":"2026-04-21T11:07:08","modified_gmt":"2026-04-21T14:07:08","slug":"prefeitura-de-aracaju-fortalece-as-acoes-de-sustentabilidade-na-gestao-de-residuos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/resumosergipe.com.br\/?p=3020","title":{"rendered":"Prefeitura de Aracaju fortalece as a\u00e7\u00f5es de sustentabilidade na gest\u00e3o de residuos"},"content":{"rendered":"\n<p>Buscando construir uma Aracaju mais limpa e sustent\u00e1vel, a Prefeitura, por meio da Empresa Municipal de Servi\u00e7os Urbanos, vem melhorando as a\u00e7\u00f5es de sustentabilidade na capital. A coleta seletiva e ecopontos vem se transformando em pilares da gest\u00e3o de res\u00edduos, que tem como objetivo respeitar o meio ambiente, a popula\u00e7\u00e3o e o trabalho dos catadores.<\/p>\n\n\n\n<p>A coleta seletiva na capital funciona a partir de uma parceria com a Humana Brasil e com a Central de Cooperativas. Com a primeira institui\u00e7\u00e3o, \u00e9 realizada a recolha de res\u00edduos t\u00eaxteis, roupas, cal\u00e7ados, bolsas e entre outros. A Humana Brasil disponibiliza 53 coletores pela cidade, onde a popula\u00e7\u00e3o pode descartar o material. A partir disso, a institui\u00e7\u00e3o faz a coleta, triagem e realiza a venda de parte do material por um pre\u00e7o social e a outra metade \u00e9 encaminhada para doa\u00e7\u00e3o. O gerente de Engenharia e Controle da Emsurb, Carlisson Sampaio, explica que o teto dos valores da revenda das pe\u00e7as \u00e9 de R$35, independente da qualidade, tamanho ou marca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a coleta e triagem dos res\u00edduos recicl\u00e1veis s\u00e3o realizadas por cooperativas que integram a Central de Cooperativas, a qual possui um acordo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica firmada com a Prefeitura. Atualmente, quatro realizam a coleta em Aracaju, sendo elas: Cooperativa de Reciclagem do bairro Santa Maria (Coores), Cooperativa dos Agentes Aut\u00f4nomos de Reciclagem de Aracaju (Care) e Cooperativa de Reciclagem Uni\u00e3o e a Reciplac. De acordo com Carlisson, cada uma delas fica respons\u00e1vel pelas casas daqueles roteiros recolhendo todo o material. \u201cElas realizam a coleta semanalmente porta a porta. Ent\u00e3o, todo bairro \u00e9 contemplado pela coleta porta-a-porta, realizada pelas cooperativas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A coleta seletiva acontece de segunda-feira \u00e0 sexta-feira, das 8h \u00e0s 12h e das 14h \u00e0s 15h. E a popula\u00e7\u00e3o pode solicitar a inclus\u00e3o do seu endere\u00e7o na Ouvidoria da Emsurb por meio do telefone 3021-9908.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os ecopontos s\u00e3o os espa\u00e7os onde a popula\u00e7\u00e3o pode entregar voluntariamente materiais recicl\u00e1veis, m\u00f3veis em desuso e restos de constru\u00e7\u00e3o civil. Al\u00e9m de eletr\u00f4nicos, como pilhas, l\u00e2mpadas e res\u00edduos eletr\u00f4nicos. Atualmente existem nove pontos em Aracaju nos bairros: 17 de mar\u00e7o, Coroa do Meio, In\u00e1cio Barbosa, Ponto Novo, Jabotiana, 18 do Forte, Industrial, Jardim Centen\u00e1rio e Santos Dumont. O gerente refor\u00e7ou que o projeto dos ecopontos est\u00e3o em amplia\u00e7\u00e3o com dois novos espa\u00e7os que est\u00e3o em constru\u00e7\u00e3o e mais quatro que ser\u00e3o constru\u00eddos a partir de uma verba angariada pela Emsurb.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da coleta porta a porta e os ecopontos, a Prefeitura tamb\u00e9m realiza coleta seletiva atrav\u00e9s das ecobikes, bicicletas com espa\u00e7o acoplado que circula por regi\u00f5es de dif\u00edcil acesso para os caminh\u00f5es, como algumas ruas do Centro. A Emsurb, por meio do Cons\u00f3rcio de Limpeza Urbana, tamb\u00e9m recebe o material recolhido pelos catadores da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a amplia\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es que integram a coleta seletiva, a Prefeitura registrou um avan\u00e7o significativo na quantidade de material recolhido. Entre maio e dezembro de 2025, primeiro ano da atual gest\u00e3o, foram coletados 3.292 toneladas de res\u00edduos. Em compara\u00e7\u00e3o com o volume recolhido em 2024 (1.324 toneladas) houve um aumento de 138% na coleta seletiva. E somente em janeiro e fevereiro deste ano, j\u00e1 foram recolhidos 1.148 toneladas de res\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p>Todo o material recolhido nos bairros e nos ecopontos, seja pelas cooperativas ou pelo Cons\u00f3rcio \u00e9 direcionado para o Centro de Triagem de Res\u00edduos S\u00f3lidos (CTR) Marilene Alves, inaugurado em janeiro deste ano, na Zona Norte. No CTR, o material \u00e9 separado e direcionado para descarte correto. Al\u00e9m disso, \u00e9 pelo material entregue no CTR que os catadores s\u00e3o remunerados. Desde este ano, a Prefeitura passou a remunerar os trabalhadores pelo peso do material coletado e pela quilometragem percorrida, respeitando o trabalho dos catadores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O gerente tamb\u00e9m refor\u00e7a que com o novo contrato firmado entre a Prefeitura e a Central das Cooperativas a gest\u00e3o passou a remunerar pelo trabalho feito com os cinco caminh\u00f5es que elas utilizam, fato que n\u00e3o ocorria anteriormente. \u201c\u00c9 importante inclusive ressaltar que no contrato anterior, que foi um contrato feito na gest\u00e3o passada, ele s\u00f3 remunerava apenas tr\u00eas caminh\u00f5es, sendo que as cooperativas trabalhavam com cinco ve\u00edculos. Ent\u00e3o, a gente j\u00e1 tinha uma defasagem muito grande na remunera\u00e7\u00e3o das cooperativas\u201d, afirmou. Al\u00e9m disso, a Prefeitura incluiu mais tr\u00eas caminh\u00f5es no contrato, aumentando a coleta seletiva na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Carlisson destaca que essa determina\u00e7\u00e3o corrige uma injusti\u00e7a com a classe trabalhadora e se integra com o ESG (Ambiental, Social e governan\u00e7a, em portugu\u00eas), que s\u00e3o um conjunto de crit\u00e9rios que serve para avaliar se empresas, privadas ou p\u00fablicas, operam respeitando o ambiente e a sociedade. Por isso, a amplia\u00e7\u00e3o da coleta seletiva e novas regras de remunera\u00e7\u00e3o geram um impacto positivo ambientalmente, socialmente e financeiramente para os aracajuanos.<\/p>\n\n\n\n<p>O gerente explica que o impacto ambiental \u00e9 gerado porque \u00e9 encaminhado um volume menor de materiais para os aterros sanit\u00e1rios. \u201cPor mais que o aterro sanit\u00e1rio tenha um tratamento de engenharia para que n\u00e3o polua o meio ambiente, para que traga o menor impacto poss\u00edvel, a gente tem sim uma degrada\u00e7\u00e3o desse material que afeta o solo\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a coleta seletiva, o cuidado com os catadores tamb\u00e9m \u00e9 maior. Carlisson aponta que ao transformar os res\u00edduos em renda, a Prefeitura proporciona uma melhor qualidade de vida para eles. \u201cOs catadores trabalhavam na rua sem cuidado, sem equipamento de seguran\u00e7a e passam a entregar o material \u00e0s cooperativas, eles adquirem maior renda e conseguem cuidar mais das fam\u00edlias. Porque al\u00e9m de trabalhar na cooperativa, a pr\u00f3pria cooperativa tamb\u00e9m fornece ajuda e aux\u00edlio para, para os filhos e a fam\u00edlia dos cooperados\u201d, falou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o per\u00edodo de chuvas chegando, as a\u00e7\u00f5es de sustentabilidade se destacam mais ainda ao contribu\u00edrem para a preven\u00e7\u00e3o de alagamentos. Segundo Carlisson, com a coleta seletiva destinando corretamente os res\u00edduos, eles n\u00e3o acabam entupindo bueiros e canais, por exemplo. \u201cN\u00f3s percebemos que quando tem um ecoponto perto h\u00e1 uma mudan\u00e7a de comportamento das pessoas da regi\u00e3o. Ent\u00e3o elas j\u00e1 trazem o material para c\u00e1 e n\u00e3o depositam em qualquer lugar que cause obstru\u00e7\u00e3o no sistema de drenagem, e consequentemente os alagamentos pela cidade\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O gerente destaca que para evitar que esses res\u00edduos causem problemas para a cidade, a Emsurb realiza semanalmente a limpeza de alguns pontos da cidade onde eles s\u00e3o descartados incorretamente. Al\u00e9m disso, \u00e9 realizado um trabalho de educa\u00e7\u00e3o ambiental nessas regi\u00f5es, no qual eles v\u00e3o de porta em porta falar sobre o descarte correto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es de sustentabilidade sendo realizadas para coibir o descarte irregular, algumas pessoas ainda encontram maneiras de burlar o monitoramento e jogar esses res\u00edduos em espa\u00e7os errados, como terrenos baldios ou na rua. Carlisson aponta que fazer com que as pessoas entendam a import\u00e2ncia e realizem o descarte regular de res\u00edduos s\u00f3lidos \u00e9 a maior dificuldade enfrentada atualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAl\u00e9m dessas a\u00e7\u00f5es, n\u00f3s tamb\u00e9m realizamos fiscaliza\u00e7\u00f5es e limpezas nesses lugares de descarte irregular. Por\u00e9m, mesmo assim existem pessoas que continuam jogando esses materiais em lugares impr\u00f3prios, muitas vezes eles procuram os hor\u00e1rios que a fiscaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o passa para descartar. E isso n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a popula\u00e7\u00e3o, recentemente vimos nas redes sociais uma importante empresa do estado descantando res\u00edduo incorretamente. Ent\u00e3o, realmente \u00e9 um trabalho muito dif\u00edcil de mudar a mentalidade das pessoas e fazer com que eles criem esse h\u00e1bito de descartar corretamente seu lixo\u201d, contou Carlisson.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, a Prefeitura segue realizando o trabalho de educa\u00e7\u00e3o ambiental com a popula\u00e7\u00e3o, buscando essa importante mudan\u00e7a de comportamento que gera danos para o meio ambiente e para a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o, seja mau cheiro, pela polui\u00e7\u00e3o visual ou pelos alagamentos causados pela obstru\u00e7\u00e3o da rede de drenagem. De acordo com Carlisson, atualmente os pr\u00f3prios catadores realizam as a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o ambiental nos bairros. \u201cPor uma determina\u00e7\u00e3o da Prefeita Em\u00edlia Corr\u00eaa e do Presidente da Emsurb, Hugo Esoj, n\u00f3s estabelecemos a partir desse novo contrato que os pr\u00f3prios catadores desenvolvessem esse trabalho com a comunidade, porque nada mais justo do que as pessoas que trabalham diretamente com isso que repasse a import\u00e2ncia da coleta seletiva para a popula\u00e7\u00e3o. E tamb\u00e9m ampliamos o n\u00famero de pessoas que realizam a educa\u00e7\u00e3o ambiental para as cooperativas, por que antes eram somente cinco pessoas e hoje chegamos a 28\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: PMA<br>Aracaju, 21 de abril de 2026<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Buscando construir uma Aracaju mais limpa e sustent\u00e1vel, a Prefeitura, por meio da Empresa Municipal de Servi\u00e7os Urbanos, vem melhorando as a\u00e7\u00f5es de sustentabilidade na capital. A coleta seletiva e ecopontos vem se transformando em pilares da gest\u00e3o de res\u00edduos, que tem como objetivo respeitar o meio ambiente, a popula\u00e7\u00e3o e o trabalho dos catadores. A coleta seletiva na capital funciona a partir de uma parceria com a Humana Brasil e com a Central de Cooperativas. Com a primeira institui\u00e7\u00e3o, \u00e9 realizada a recolha de res\u00edduos t\u00eaxteis, roupas, cal\u00e7ados, bolsas e entre outros. A Humana Brasil disponibiliza 53 coletores pela cidade, onde a popula\u00e7\u00e3o pode descartar o material. A partir disso, a institui\u00e7\u00e3o faz a coleta, triagem e realiza a venda de parte do material por um pre\u00e7o social e a outra metade \u00e9 encaminhada para doa\u00e7\u00e3o. O gerente de Engenharia e Controle da Emsurb, Carlisson Sampaio, explica que o teto dos valores da revenda das pe\u00e7as \u00e9 de R$35, independente da qualidade, tamanho ou marca.&nbsp; J\u00e1 a coleta e triagem dos res\u00edduos recicl\u00e1veis s\u00e3o realizadas por cooperativas que integram a Central de Cooperativas, a qual possui um acordo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica firmada com a Prefeitura. Atualmente, quatro realizam a coleta em Aracaju, sendo elas: Cooperativa de Reciclagem do bairro Santa Maria (Coores), Cooperativa dos Agentes Aut\u00f4nomos de Reciclagem de Aracaju (Care) e Cooperativa de Reciclagem Uni\u00e3o e a Reciplac. 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Com a amplia\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es que integram a coleta seletiva, a Prefeitura registrou um avan\u00e7o significativo na quantidade de material recolhido. Entre maio e dezembro de 2025, primeiro ano da atual gest\u00e3o, foram coletados 3.292 toneladas de res\u00edduos. Em compara\u00e7\u00e3o com o volume recolhido em 2024 (1.324 toneladas) houve um aumento de 138% na coleta seletiva. E somente em janeiro e fevereiro deste ano, j\u00e1 foram recolhidos 1.148 toneladas de res\u00edduos. Todo o material recolhido nos bairros e nos ecopontos, seja pelas cooperativas ou pelo Cons\u00f3rcio \u00e9 direcionado para o Centro de Triagem de Res\u00edduos S\u00f3lidos (CTR) Marilene Alves, inaugurado em janeiro deste ano, na Zona Norte. No CTR, o material \u00e9 separado e direcionado para descarte correto. Al\u00e9m disso, \u00e9 pelo material entregue no CTR que os catadores s\u00e3o remunerados. Desde este ano, a Prefeitura passou a remunerar os trabalhadores pelo peso do material coletado e pela quilometragem percorrida, respeitando o trabalho dos catadores.&nbsp; O gerente tamb\u00e9m refor\u00e7a que com o novo contrato firmado entre a Prefeitura e a Central das Cooperativas a gest\u00e3o passou a remunerar pelo trabalho feito com os cinco caminh\u00f5es que elas utilizam, fato que n\u00e3o ocorria anteriormente. \u201c\u00c9 importante inclusive ressaltar que no contrato anterior, que foi um contrato feito na gest\u00e3o passada, ele s\u00f3 remunerava apenas tr\u00eas caminh\u00f5es, sendo que as cooperativas trabalhavam com cinco ve\u00edculos. Ent\u00e3o, a gente j\u00e1 tinha uma defasagem muito grande na remunera\u00e7\u00e3o das cooperativas\u201d, afirmou. Al\u00e9m disso, a Prefeitura incluiu mais tr\u00eas caminh\u00f5es no contrato, aumentando a coleta seletiva na cidade. Carlisson destaca que essa determina\u00e7\u00e3o corrige uma injusti\u00e7a com a classe trabalhadora e se integra com o ESG (Ambiental, Social e governan\u00e7a, em portugu\u00eas), que s\u00e3o um conjunto de crit\u00e9rios que serve para avaliar se empresas, privadas ou p\u00fablicas, operam respeitando o ambiente e a sociedade. Por isso, a amplia\u00e7\u00e3o da coleta seletiva e novas regras de remunera\u00e7\u00e3o geram um impacto positivo ambientalmente, socialmente e financeiramente para os aracajuanos. O gerente explica que o impacto ambiental \u00e9 gerado porque \u00e9 encaminhado um volume menor de materiais para os aterros sanit\u00e1rios. \u201cPor mais que o aterro sanit\u00e1rio tenha um tratamento de engenharia para que n\u00e3o polua o meio ambiente, para que traga o menor impacto poss\u00edvel, a gente tem sim uma degrada\u00e7\u00e3o desse material que afeta o solo\u201d, disse.&nbsp; Com a coleta seletiva, o cuidado com os catadores tamb\u00e9m \u00e9 maior. 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