{"id":3219,"date":"2026-11-06T01:38:12","date_gmt":"2026-11-06T04:38:12","guid":{"rendered":"https:\/\/resumosergipe.com.br\/?p=3219"},"modified":"2026-11-06T01:38:13","modified_gmt":"2026-11-06T04:38:13","slug":"prefeita-emilia-lanca-familia-acolhedora-para-ampliar-protecao-a-criancas-e-adolescentes-em-aracaju","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/resumosergipe.com.br\/?p=3219","title":{"rendered":"Prefeita Em\u00edlia lan\u00e7a &#8216;Fam\u00edlia Acolhedora&#8217; para ampliar prote\u00e7\u00e3o a crian\u00e7as e adolescentes em Aracaju"},"content":{"rendered":"\n<p>Iniciativa da Prefeitura, coordenada pela Semfas, oferecer\u00e1 acolhimento tempor\u00e1rio a crian\u00e7as e adolescentes afastados de suas fam\u00edlias de origem; servi\u00e7o come\u00e7a com previs\u00e3o de atender at\u00e9 dez fam\u00edlias acolhedoras<\/p>\n\n\n\n<p>A prefeita Em\u00edlia Corr\u00eaa lan\u00e7ou, nesta quinta-feira, 5, o servi\u00e7o <em>Fam\u00edlia Acolhedora<\/em>, iniciativa da Prefeitura de Aracaju, coordenada pela Secretaria Municipal da Fam\u00edlia e da Assist\u00eancia Social (Semfas), que amplia as alternativas de prote\u00e7\u00e3o a crian\u00e7as e adolescentes afastados temporariamente do conv\u00edvio com suas fam\u00edlias de origem por medida protetiva. A solenidade tamb\u00e9m marcou a abertura do cadastro inicial para pessoas e fam\u00edlias interessadas em participar do servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o lan\u00e7amento, Em\u00edlia destacou que a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 inf\u00e2ncia precisa ser tratada como uma prioridade imediata. \u201cCrian\u00e7a precisa de prote\u00e7\u00e3o, cuidado e acolhimento. Por isso, fico muito feliz em ver o programa <em>Fam\u00edlia Acolhedora<\/em> se tornando realidade, porque estamos falando de uma iniciativa que coloca o amor, o respeito e a garantia de direitos no centro da aten\u00e7\u00e3o \u00e0s nossas crian\u00e7as e adolescentes\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p>A prefeita tamb\u00e9m ressaltou a import\u00e2ncia de transformar o cuidado e a garantia de direitos em a\u00e7\u00f5es concretas. \u201cFico muito feliz de ver acontecendo, porque a gente sabe que s\u00e3o \u00e1reas que precisam de muito amor, de cuidado. E a crian\u00e7a precisa disso\u201d, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Acolhimento tempor\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O <em>Fam\u00edlia Acolhedora <\/em>\u00e9 uma modalidade de prote\u00e7\u00e3o social que permite que crian\u00e7as e adolescentes afastados judicialmente de suas fam\u00edlias de origem sejam recebidos temporariamente por fam\u00edlias previamente selecionadas, preparadas e acompanhadas por uma equipe t\u00e9cnica. A proposta \u00e9 proporcionar um ambiente familiar, com aten\u00e7\u00e3o individualizada, conviv\u00eancia comunit\u00e1ria e v\u00ednculos afetivos, enquanto s\u00e3o trabalhadas as condi\u00e7\u00f5es para uma poss\u00edvel reintegra\u00e7\u00e3o familiar segura.<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio municipal da Fam\u00edlia e da Assist\u00eancia Social, Luciano Paz, explicou que a iniciativa busca oferecer \u00e0s crian\u00e7as um ambiente mais pr\u00f3ximo de um lar durante o per\u00edodo em que estiverem afastadas de suas fam\u00edlias. \u201cA inten\u00e7\u00e3o dessa pol\u00edtica \u00e9 colocar aquela crian\u00e7a que est\u00e1 sob a responsabilidade do munic\u00edpio em um ambiente mais pr\u00f3ximo de um lar, para que ela n\u00e3o perca a afetividade e a conviv\u00eancia\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>A coordenadora do servi\u00e7o, Luciana Prado Menezes, lembrou que o acolhimento familiar \u00e9 uma pol\u00edtica p\u00fablica prevista no Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (ECA) e incorporada \u00e0 Tipifica\u00e7\u00e3o Nacional dos Servi\u00e7os Socioassistenciais desde 2009. \u201cA Fam\u00edlia Acolhedora oferece um atendimento individualizado, em que uma fam\u00edlia selecionada e preparada recebe essa crian\u00e7a temporariamente\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Luciana refor\u00e7ou que o servi\u00e7o n\u00e3o deve ser confundido com ado\u00e7\u00e3o. A finalidade \u00e9 garantir prote\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria, preservar os v\u00ednculos familiares e comunit\u00e1rios sempre que poss\u00edvel e contribuir para o retorno seguro da crian\u00e7a ou do adolescente \u00e0 fam\u00edlia de origem.<\/p>\n\n\n\n<p>A diretora do Centro de Apoio Operacional da Inf\u00e2ncia e da Adolesc\u00eancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Sergipe (MPSE), Talita Fernandes, ressaltou que a modalidade familiar \u00e9 preferencial em rela\u00e7\u00e3o ao acolhimento institucional, conforme previsto no Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente. \u201cNada substitui a estabilidade, o afeto individualizado e o senso de pertencimento de um ambiente familiar protetor\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Talita tamb\u00e9m ressaltou o hist\u00f3rico de articula\u00e7\u00e3o institucional para a implanta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o em Aracaju. Segundo ela, o Minist\u00e9rio P\u00fablico de Sergipe (MP-SE) acompanha essa pauta desde 2009 e continuar\u00e1 contribuindo com a implementa\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica, oferecendo suporte e acompanhando o desenvolvimento do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quem pode participar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Entre os crit\u00e9rios para participar do programa est\u00e3o ter mais de 21 anos, residir em Aracaju h\u00e1 pelo menos um ano, possuir renda e contar com a concord\u00e2ncia de todos os integrantes da fam\u00edlia. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 permitido estar inscrito no Cadastro Nacional de Ado\u00e7\u00e3o, uma vez que o acolhimento tem car\u00e1ter tempor\u00e1rio e n\u00e3o tem finalidade adotiva.<\/p>\n\n\n\n<p>O cadastro inicial est\u00e1 dispon\u00edvel por meio <a href=\"https:\/\/docs.google.com\/forms\/d\/e\/1FAIpQLSf9byx8RT3DXfdTEMR9GwBjg2NEhUS1P-qkVDGZskx6AdpfHA\/viewform\"><strong>deste link<\/strong><\/a>. Ap\u00f3s o preenchimento, a equipe t\u00e9cnica entrar\u00e1 em contato com os interessados para dar continuidade ao processo de avalia\u00e7\u00e3o, que inclui entrevistas, visitas domiciliares e an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es familiares. Os selecionados tamb\u00e9m participar\u00e3o de uma forma\u00e7\u00e3o, prevista para ocorrer em cinco a sete encontros, com orienta\u00e7\u00f5es sobre o acolhimento e os cuidados necess\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>A assistente social Ana Fl\u00e1via explicou que o processo ser\u00e1 desenvolvido por etapas, desde a mobiliza\u00e7\u00e3o e o recrutamento at\u00e9 a sele\u00e7\u00e3o, a prepara\u00e7\u00e3o e a habilita\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias. \u201cAs fam\u00edlias ser\u00e3o recrutadas, preparadas, capacitadas e acompanhadas pela equipe t\u00e9cnica durante todo o per\u00edodo em que estiverem acolhendo uma crian\u00e7a ou um adolescente\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Acompanhamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza da 16\u00aa Vara da Inf\u00e2ncia e Juventude de Aracaju, Rosa Geane Nascimento Santos, ressaltou que a prote\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes exige a constru\u00e7\u00e3o de diferentes caminhos para garantir o direito \u00e0 conviv\u00eancia familiar. \u201cMesmo quando o afastamento da fam\u00edlia de origem \u00e9 necess\u00e1rio, o trabalho da rede de prote\u00e7\u00e3o deve continuar buscando alternativas seguras, considerando a possibilidade de retorno \u00e0 fam\u00edlia de origem, a conviv\u00eancia com familiares extensos ou o encaminhamento para uma fam\u00edlia substituta. N\u00f3s n\u00e3o podemos fechar portas. N\u00f3s temos que abrir portas\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>A assistente social Concei\u00e7\u00e3o Prado, representante da Coordena\u00e7\u00e3o de Inf\u00e2ncia e Juventude do Tribunal de Justi\u00e7a de Sergipe, chamou aten\u00e7\u00e3o para os impactos emocionais que o afastamento familiar pode provocar, mesmo quando a medida \u00e9 necess\u00e1ria para proteger crian\u00e7as e adolescentes. \u201cO acolhimento precisa representar uma oportunidade de cuidado e reconstru\u00e7\u00e3o, garantindo um ambiente seguro, afeto e acesso \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas e aos servi\u00e7os que n\u00e3o foram assegurados anteriormente\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente, Alex Ramalho, compartilhou uma experi\u00eancia pessoal para destacar a import\u00e2ncia do acolhimento familiar. Ele contou que, aos 12 anos, em 1988, ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o dos pais e diante das dificuldades enfrentadas pela m\u00e3e, precisou morar temporariamente com os tios, em Lagarto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Durante dois anos, encontrou na casa dos familiares um ambiente de cuidado, carinho e dedica\u00e7\u00e3o, experi\u00eancia que marcou sua trajet\u00f3ria e refor\u00e7ou sua compreens\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de oferecer prote\u00e7\u00e3o e afeto a crian\u00e7as e adolescentes em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. \u201cO car\u00e1ter tempor\u00e1rio do acolhimento n\u00e3o diminui a responsabilidade de quem recebe uma crian\u00e7a ou um adolescente. \u00c9 tempor\u00e1rio, mas deve ser cuidado com amor, com dedica\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O psic\u00f3logo Marcel Oliveira destacou que a estrutura\u00e7\u00e3o do programa contou com interc\u00e2mbios e visitas t\u00e9cnicas a servi\u00e7os de acolhimento familiar em S\u00e3o Paulo e Campinas. \u201cEssas visitas foram importantes para conhecermos experi\u00eancias que j\u00e1 est\u00e3o em funcionamento, reunirmos informa\u00e7\u00f5es e construirmos os objetivos e a metodologia do servi\u00e7o em Aracaju\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, a Semfas pretende trabalhar com at\u00e9 dez fam\u00edlias acolhedoras, ampliando a capacidade de atendimento conforme a consolida\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o e as condi\u00e7\u00f5es da equipe. O per\u00edodo de acolhimento ser\u00e1 inicialmente de um ano, com possibilidade de prorroga\u00e7\u00e3o, sem ultrapassar o limite de dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: PMA<br>Aracaju, 06 de novembro de 2026<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciativa da Prefeitura, coordenada pela Semfas, oferecer\u00e1 acolhimento tempor\u00e1rio a crian\u00e7as e adolescentes afastados de suas fam\u00edlias de origem; servi\u00e7o come\u00e7a com previs\u00e3o de atender at\u00e9 dez fam\u00edlias acolhedoras A prefeita Em\u00edlia Corr\u00eaa lan\u00e7ou, nesta quinta-feira, 5, o servi\u00e7o Fam\u00edlia Acolhedora, iniciativa da Prefeitura de Aracaju, coordenada pela Secretaria Municipal da Fam\u00edlia e da Assist\u00eancia Social (Semfas), que amplia as alternativas de prote\u00e7\u00e3o a crian\u00e7as e adolescentes afastados temporariamente do conv\u00edvio com suas fam\u00edlias de origem por medida protetiva. A solenidade tamb\u00e9m marcou a abertura do cadastro inicial para pessoas e fam\u00edlias interessadas em participar do servi\u00e7o. Durante o lan\u00e7amento, Em\u00edlia destacou que a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 inf\u00e2ncia precisa ser tratada como uma prioridade imediata. \u201cCrian\u00e7a precisa de prote\u00e7\u00e3o, cuidado e acolhimento. Por isso, fico muito feliz em ver o programa Fam\u00edlia Acolhedora se tornando realidade, porque estamos falando de uma iniciativa que coloca o amor, o respeito e a garantia de direitos no centro da aten\u00e7\u00e3o \u00e0s nossas crian\u00e7as e adolescentes\u201d, destacou. A prefeita tamb\u00e9m ressaltou a import\u00e2ncia de transformar o cuidado e a garantia de direitos em a\u00e7\u00f5es concretas. \u201cFico muito feliz de ver acontecendo, porque a gente sabe que s\u00e3o \u00e1reas que precisam de muito amor, de cuidado. E a crian\u00e7a precisa disso\u201d, declarou. Acolhimento tempor\u00e1rio O Fam\u00edlia Acolhedora \u00e9 uma modalidade de prote\u00e7\u00e3o social que permite que crian\u00e7as e adolescentes afastados judicialmente de suas fam\u00edlias de origem sejam recebidos temporariamente por fam\u00edlias previamente selecionadas, preparadas e acompanhadas por uma equipe t\u00e9cnica. A proposta \u00e9 proporcionar um ambiente familiar, com aten\u00e7\u00e3o individualizada, conviv\u00eancia comunit\u00e1ria e v\u00ednculos afetivos, enquanto s\u00e3o trabalhadas as condi\u00e7\u00f5es para uma poss\u00edvel reintegra\u00e7\u00e3o familiar segura. O secret\u00e1rio municipal da Fam\u00edlia e da Assist\u00eancia Social, Luciano Paz, explicou que a iniciativa busca oferecer \u00e0s crian\u00e7as um ambiente mais pr\u00f3ximo de um lar durante o per\u00edodo em que estiverem afastadas de suas fam\u00edlias. \u201cA inten\u00e7\u00e3o dessa pol\u00edtica \u00e9 colocar aquela crian\u00e7a que est\u00e1 sob a responsabilidade do munic\u00edpio em um ambiente mais pr\u00f3ximo de um lar, para que ela n\u00e3o perca a afetividade e a conviv\u00eancia\u201d, afirmou. A coordenadora do servi\u00e7o, Luciana Prado Menezes, lembrou que o acolhimento familiar \u00e9 uma pol\u00edtica p\u00fablica prevista no Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (ECA) e incorporada \u00e0 Tipifica\u00e7\u00e3o Nacional dos Servi\u00e7os Socioassistenciais desde 2009. \u201cA Fam\u00edlia Acolhedora oferece um atendimento individualizado, em que uma fam\u00edlia selecionada e preparada recebe essa crian\u00e7a temporariamente\u201d, explicou. Luciana refor\u00e7ou que o servi\u00e7o n\u00e3o deve ser confundido com ado\u00e7\u00e3o. A finalidade \u00e9 garantir prote\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria, preservar os v\u00ednculos familiares e comunit\u00e1rios sempre que poss\u00edvel e contribuir para o retorno seguro da crian\u00e7a ou do adolescente \u00e0 fam\u00edlia de origem. A diretora do Centro de Apoio Operacional da Inf\u00e2ncia e da Adolesc\u00eancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Sergipe (MPSE), Talita Fernandes, ressaltou que a modalidade familiar \u00e9 preferencial em rela\u00e7\u00e3o ao acolhimento institucional, conforme previsto no Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente. \u201cNada substitui a estabilidade, o afeto individualizado e o senso de pertencimento de um ambiente familiar protetor\u201d, afirmou. Talita tamb\u00e9m ressaltou o hist\u00f3rico de articula\u00e7\u00e3o institucional para a implanta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o em Aracaju. Segundo ela, o Minist\u00e9rio P\u00fablico de Sergipe (MP-SE) acompanha essa pauta desde 2009 e continuar\u00e1 contribuindo com a implementa\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica, oferecendo suporte e acompanhando o desenvolvimento do trabalho. Quem pode participar Entre os crit\u00e9rios para participar do programa est\u00e3o ter mais de 21 anos, residir em Aracaju h\u00e1 pelo menos um ano, possuir renda e contar com a concord\u00e2ncia de todos os integrantes da fam\u00edlia. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 permitido estar inscrito no Cadastro Nacional de Ado\u00e7\u00e3o, uma vez que o acolhimento tem car\u00e1ter tempor\u00e1rio e n\u00e3o tem finalidade adotiva. O cadastro inicial est\u00e1 dispon\u00edvel por meio deste link. Ap\u00f3s o preenchimento, a equipe t\u00e9cnica entrar\u00e1 em contato com os interessados para dar continuidade ao processo de avalia\u00e7\u00e3o, que inclui entrevistas, visitas domiciliares e an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es familiares. Os selecionados tamb\u00e9m participar\u00e3o de uma forma\u00e7\u00e3o, prevista para ocorrer em cinco a sete encontros, com orienta\u00e7\u00f5es sobre o acolhimento e os cuidados necess\u00e1rios. A assistente social Ana Fl\u00e1via explicou que o processo ser\u00e1 desenvolvido por etapas, desde a mobiliza\u00e7\u00e3o e o recrutamento at\u00e9 a sele\u00e7\u00e3o, a prepara\u00e7\u00e3o e a habilita\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias. \u201cAs fam\u00edlias ser\u00e3o recrutadas, preparadas, capacitadas e acompanhadas pela equipe t\u00e9cnica durante todo o per\u00edodo em que estiverem acolhendo uma crian\u00e7a ou um adolescente\u201d, explicou. Acompanhamento A ju\u00edza da 16\u00aa Vara da Inf\u00e2ncia e Juventude de Aracaju, Rosa Geane Nascimento Santos, ressaltou que a prote\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes exige a constru\u00e7\u00e3o de diferentes caminhos para garantir o direito \u00e0 conviv\u00eancia familiar. \u201cMesmo quando o afastamento da fam\u00edlia de origem \u00e9 necess\u00e1rio, o trabalho da rede de prote\u00e7\u00e3o deve continuar buscando alternativas seguras, considerando a possibilidade de retorno \u00e0 fam\u00edlia de origem, a conviv\u00eancia com familiares extensos ou o encaminhamento para uma fam\u00edlia substituta. N\u00f3s n\u00e3o podemos fechar portas. N\u00f3s temos que abrir portas\u201d, afirmou. A assistente social Concei\u00e7\u00e3o Prado, representante da Coordena\u00e7\u00e3o de Inf\u00e2ncia e Juventude do Tribunal de Justi\u00e7a de Sergipe, chamou aten\u00e7\u00e3o para os impactos emocionais que o afastamento familiar pode provocar, mesmo quando a medida \u00e9 necess\u00e1ria para proteger crian\u00e7as e adolescentes. \u201cO acolhimento precisa representar uma oportunidade de cuidado e reconstru\u00e7\u00e3o, garantindo um ambiente seguro, afeto e acesso \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas e aos servi\u00e7os que n\u00e3o foram assegurados anteriormente\u201d, explicou. O presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente, Alex Ramalho, compartilhou uma experi\u00eancia pessoal para destacar a import\u00e2ncia do acolhimento familiar. Ele contou que, aos 12 anos, em 1988, ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o dos pais e diante das dificuldades enfrentadas pela m\u00e3e, precisou morar temporariamente com os tios, em Lagarto.&nbsp; Durante dois anos, encontrou na casa dos familiares um ambiente de cuidado, carinho e dedica\u00e7\u00e3o, experi\u00eancia que marcou sua trajet\u00f3ria e refor\u00e7ou sua compreens\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de oferecer prote\u00e7\u00e3o e afeto a crian\u00e7as e adolescentes em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. \u201cO car\u00e1ter tempor\u00e1rio do acolhimento n\u00e3o diminui a responsabilidade de quem recebe uma crian\u00e7a ou um adolescente. \u00c9 tempor\u00e1rio, mas deve ser cuidado com amor, com dedica\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou. 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